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EUA e Reino Unido acusam chineses de espionagem global
As medidas ocorrem num momento em que os países alertam cada vez mais para um aumento da espionagem ligada à China, durante um ano em que mais de 100 países irão realizar eleições importantes. As declarações dos funcionários se concentram no impacto dessas atividades nos processos democráticos, incluindo a espionagem a parlamentares eleitos em todo o mundo e o monitoramento de ativistas e legisladores pró-democracia em Hong Kong. As revelações também coincidem com as discussões entre políticos ocidentais sobre posições pró ou anti-China, inclusive sobre a proposta de venda do TikTok a uma empresa norte-americana, o que pode resultar na proibição da rede social nos EUA se a venda não for concretizada.
Após a divulgação das acusações, Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, alegou que se tratava de “desinformação” e disse aos repórteres que o país “se opõe a sanções ilegais e unilaterais”. “Ao investigar e determinar a natureza dos casos cibernéticos, é necessário ter provas adequadas e objetivas, em vez de difamar outros países quando os fatos não existem, e muito menos politizar as questões de segurança cibernética”, disse Jian, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
Para acessar o relatório completo do Departamento de Justiça dos EUA (em inglês) sobre as acusações criminais e as sanções aplicadas ao grupo de hackers chinês APT31clique aqui. Com agências de notícias internacionais.
Créditos: CISO Advisor