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Meta é processada por espionar usuários do Snapchat
No entanto, os últimos documentos judiciais indicam que o programa IAAP da Meta se expandiu para direcionar o tráfego analítico criptografado de concorrentes além do Snapchat, incluindo YouTube e Amazon. As alegações sugerem que os funcionários do Facebook desenvolveram código personalizado do lado do cliente e do servidor com base no aplicativo proxy VPN e na pilha de servidores da Onavo.
O código incluía um “kit” do lado do software cliente que instalava um certificado “root” nos dispositivos móveis dos usuários, permitindo que o Facebook interceptasse o tráfego SSL. Além disso, código personalizado do lado do servidor, utilizando um proxy web de código aberto conhecido como “squid”, foi empregado para criar certificados digitais falsos. Esses certificados foram usados para representar servidores analíticos confiáveis do Snapchat, YouTube e Amazon, redirecionando e descriptografando o tráfego seguro para análise do Facebook. Conforme descrito nos autos, este processo ressalta a abordagem estratégica e tecnologicamente avançada do Facebook para interceptação e análise de dados.
Os anunciantes afirmam que a equipe jurídica da Meta esteve intrinsecamente envolvida na concepção, implementação e expansão do programa IAAP ao longo de sua duração. Argumentam que este nível de supervisão jurídica implica cumplicidade na alegada conduta criminosa. A Meta diz que as alegações dos demandantes são infundadas e completamente irrelevantes para o caso.
Para acessar o processo (em inglês) movido pelos anunciantes contra a Meta clique aqui.
Créditos: CISO Advisor